Video Art

História da Vídeo Arte

Surgiu na década de sessenta, como meio artístico, num contexto no qual os artistas procuravam uma arte contrária à comercial. O surgimento deste tipo de linguagem na arte está intimamente associado com as inovaçãoes tecnológicas,  assim, o ano 1974 ficaria marcado com o lançamento da primeira câmera portátil de gravação de vídeo: a Portapack, da Sony.
Entre seus princípios está a crítica à televisão a reconfiguração de sua linguagem. Através dos trabalhos de integrantes do grupo Fluxus, e  pioneiros como Nam June Paik e o alemão Wolf Vostell.

Antes disso, o vídeo era usado apenas para fins comerciais, como para a televisão e treinamento em empresas. Seu início foi marcado pelo alto preço dos equipamentos o que limitou essa linguagem a artistas de países desenvolvidos, onde o acesso à tecnologia era menos custoso.

Os artistas do Fluxus procuraram, através dos novos suportes audiovisuais, criar uma espécie de “contra-televisão” e justamente fazer uma crítica aos ideais desse meio e dos modelos comerciais da época, subvertendo seu uso mais freqüente.

Foi com as câmeras usadas no exército americano que Bill Viola começou suas experimentações video-artísticas. Originalmente um escultor, seus trabalhos permeiam o universo do zen e contém temas como água- sonho- vida- morte. Tratou-se de forçar a tecnologia a trabalhar ao subjetivo, criando uma tensão tal que abriga-se o fechar-se numa abstração total.

1968 – Bruce Nauman cria a instalação Bouncing in the corner . O vídeo-artista volta a câmera para si usando seu corpo como a própria obra num movimento de repetição.

1971 – O poeta nova-iorquino Vito Aconcci ao final dos anos sessenta volta-se para o lado performático e recria a ligação do espectador-obra em vídeos como Association area e The red tapes.

1973 – Richard Serra faz uma crítica social à mercantilização da imagem e seus processos políticos.

Em “Television” sentimos uma tensão entre o som e a imagem.

1971 – John Baldessari cria o video Im making art, uma irreverente crítica à facilidade do meio.

1975 – Crítica ao discurso de gênero, à violência em prol da beleza. Em “Art must be beautifull” Marina Abramović lança mão também do discurso do belo : paradigma da arte.

1993 – Tall Ships foi a primeira instalação interativa. Gary Hill

Durante os anos oitenta, as imagens utilizadas por esta arte procuram provocar na audiência estados anímicos e evocar sensações.
Na atualidade, os avanços da tecnologia, permitem ampliar o leque de suas possibilidades criativas.

Artistas Pioneiros



Nam June Paik

Nenhum artista teve influência maior em imaginar e realizar o potencial artístico do vídeo e da televisão do que Nam June Paik. Paik remodelou a percepção da imagem na arte contemporânea com vastas instalações de vídeos, produções globais de televisão, de filmes e de performances. Em 1956 foi para a Alemanha, onde encontra os músicos Karlheinz Stockhausen e John Cage, artistas com que desenvolve alguns trabalhos. Mais tarde Paik envolveu-se com o movimento neo-Dada chamado Fluxus fundado por George Maciumas. A partir de 1963, quando Paik e Wolf Vostell realizaram intervenções nas imagens da televisão, a Vídeo-Arte começou a tornar-se parte integrante da arte contemporânea.





Steina and Woody Vasulka

Steina Vasulka, nascido em 1940, e Wood Vasulka, nascido em 1937, são pioneiros da videoarte. Steina nasceu na Islândia, acabando por se formar como músico clássico, em 1959. Woody nasceu na República Checa, formando-se como engenheiro. O casal conheceu-se no início dos anos 60, mudando-se para Nova Iorque, em 1965, onde foi pioneiro na exibição de vídeoarte no Museu Whitney e fundou The Kitchen, em 1971.



Joan Jonas

Nascida em 1936 em Nova Iorque, Joan Jonas é uma pioneira da videoarte e performance e uma das mais importantes artistas a surgir no final dos anos 60. Em 1968, Jonas mudou-se para a mistura com adereços e imagens mediadas. “Songdelay” e “Wind” são exemplos do trabalho da artista.



Bruce Nauman

Bruce Nauman (06 de dezembro de 1941) é um artista contemporâneo americano. A sua carreira abrange uma ampla variedade de mídia, incluindo escultura, fotografia, neon, vídeo, desenho, gravura e desempenho. Nauman concentrou o seu trabalho na questão da natureza da comunicação e dos problemas inerentes da linguagem, bem como no papel do artista como comunicador suposto e manipulador de símbolos visuais. Contudo, tinha preocupações muito sérias que pretendia também transmitir.



Bill Viola

Bill Viola é um videoartista que começou a sua carreira na década de 1970 com trabalhos no Everson Museun, em Nova York. Foi influenciado por artistas como Nam June Paik, Bruce Nauman e Peter Campus. Os seus trabalhos em vídeo consistem em instalações, vídeos e performances. O tom espiritual de vídeos como The passing(1991) é constante na sua obra, já vídeos como “Reverse Television”(1983) trabalham uma crítica à televisão e à passividade de telespectadores, enquanto que “Chott-l-Djerid” (1979) apresenta imagens abstractas que fogem à analogia fotográfica. Viola reflecte sobre a falta de consciência colectiva na arte, fazendo um uso muito próprio do sonho e da fantasia. O seu trabalho mais recente é “Ocean Without a Shore” (2007).

Pipilotti Rist

Elisabeth Charlotte Rist, nascida em 1962 na Suíça, é uma artista conceituada de vídeoarte. Nas suas obras, altera cores, velocidade e som, tratando temas relacionados com a sexualidade e o corpo humano, no entanto, de uma forma simples, feminista e colorida, o que a distingue de outros artistas. Recorre, frequentemente, a imagens monocromáticas e difusas. Rist alcançado notoriedade com “Pickelporno” (1992), um trabalho sobre o corpo feminino e prazer sexual. “Ever is Over All” (1997) recorre ao slow-motion uma jovem caminha por uma rua da cidade, partindo as janelas dos carros estacionados com um martelo na forma de uma flor tropical.

Matthew Barney

Matthew Barney nasceu a 25 de março de 1967, em San Francisco, Califórnia. Mudou-se para Nova Iorque, onde foi introduzido no cenário artístico, quando os seus pais se divorciaram. Em 1989, formou-se na Universidade de Yale. Actualmente, Barney vive com sua companheira, a cantora Björk, com quem teve uma filha em 2002. O Ciclo épico Cremaster (1994-2002) é um projecto composto por cinco longas-metragens que exploram processos de criação, rosto do trabalho do artista.

Peter Campus

Peter Campus, nascido em 1937, é um artista americano nascido, conhecido pelo seu trabalho de vídeo interactivo. O seu trabalho estende-se amplamente pelos principais museus e galerias, incluindo o MoMA em Nova York, o Whitney Museum, o Museu Guggenheim, Tate Modern, entre outros.

Wolf Vostell

Wolf Vostell (1932 – 1998) foi um artista alemão de prestígio internacional e uma figura fundamental na arte, na segunda metade do século XX. Foi um dos pioneiros da videoarte, do “Happening” e do movimento Fluxus. Com grande perseverança e continuidade, Vostell começa a coleccionar minuciosamente documentos fotográficos, textos artísticos, correspondência pessoal com artistas como Nam June Paik, Joseph Beuys, Dick Higgins e muitos outros, artigos de imprensa, convites para eventos artísticos e, sobretudo, livros que reflectem no seu conteúdo os movimentos artísticos dentro dos quais Vostell se exprimiu

Video Installation Art

Video Installation Art é uma arte contemporânea, processo que assenta na mistura de vídeo com tecnologia de instalação de arte. É uma forma de arte que aproveita todos os aspectos do ambiente ao seu redor como um veículo de impressionar o público. O seu início remonta ao nascimento da vídeo-arte, na década de 70, e tem amadurecido como meio de vídeo digital de produção. Actualmente, a vídeo-instalação está presente em toda a parte, visível em vários ambientes, de galerias e museus a um campo alargado, que inclui local específico de trabalho ou industrial a paisagens urbanas. Modelos mais populares abrangem o trabalho do monitor, projecção e performance. Os únicos requisitos são a electricidade e a escuridão.

Uma das primordiais estratégias aproveitadas por artistas de vídeo-instalação é a anexação do espaço como um fator fundamental na estrutura narrativa. Desta forma, a bem conhecida história linear cinematográfica está dispersa por todo o espaço desenvolvendo uma atmosfera inovadora. A este nível, o telespectador tem um papel ativo criando a sequência narrativa, evoluindo no espaço. A concepção de um público participativo é, por vezes, pensada na fase de instalação do vídeo interactivo. Outras vezes, o vídeo é apresentado, de tal forma que o espectador se torna parte do enredo como um personagem de filme.

Um precursor da vídeo-instalação foi Nam June Paik, cujo trabalho, a partir de meados dos anos sessenta, assentou no uso de monitores de televisão em diversas modalidades escultórias . Paik começou a trabalhar com ecrãs  de vídeo e projetores para conceber grandes ambientes inovadores.

Bill Viola é visto como um mestre do processo. Ele é considerado uma fronteira na história da instalação vídeo-arte porque tanto marca o período da primeira geração como o início da contígua.

Gary Hill concebeu instalações de vídeo muito complexas utilizando combinações de monitores, projecções e tecnologias de disco laser de modo que o espectador pudesse interagir com a obra. Por exemplo, na peça de 1992 – Tall Ships – o público entra num espaço onde imagens fantasmagóricas, de figuras sentadas, são projetadas numa parede.

Tony Oursler “explorou” a tecnologia desenvolvida no início de 1990 –  projetores de vídeo muito pequenos que poderiam ser incluídos  em esculturas e estruturas, bem como desenvolveu  melhorias no brilho da mesma forma que  poderia ser colocada noutras superfícies.Na Grã-Bretanha desenvolveu um vídeo-instalação padrão graças, em parte, à existência de festivais regulares em Liverpool e Hull e galerias públicas, como o Museu de arte Moderna, em Oxford, que apresentou a prática deste tipo de trabalho.

Videoclip

Videoclipe ou teledisco é um filme curto com base electrónica (analógico ou digital). Devido à predominância dos vídeos musicais e publicitários na realização mundial de vídeos curtos, e uma vez que os vídeos publicitários usam de denominação própria, durante certo período de tempo “videoclipe” foi quase sinónimo de vídeo musical. Com a chegada dainternet de banda larga e a divulgação de ficheiros de vídeo através dela, o termo tem vindo a retornar ao seu significado singular.

O videoclipe sintetiza e de certa forma precedeu tudo aquilo que vinha ser a mídia tal qual a conhecemos hoje. Efémera, frenética e contraditória. Para alguns, o formato não passa de lixo comercial, que está associado a estratégias mercadológicas, seguindo as lógicas da indústria do entretenimento. E é verdade que grande parte das produções padecem, muitas vezes, sem ao menos alcançarem o seu maior objetivo, vender um produto.

O formato está imersamente inserido na estratosfera midiática, e é objeto de inúmeros estudos académicos. Os estudos de Arlindo Machado (2001),levaram a que o autor dividisse  o videoclipe em três grupos básicos. O primeiro ligado aos artistas/bandas que meramente fazem videoclipes como uma ferramenta promocional, um objeto que ilustra as músicas, e que segundo o mesmo, não vale a pena perder tempo com este grupo; o segundo grupo é formado pelos realizadores oriundos do cinema ou do vídeo experimental, que aliados a artistas mais ousados, acabaram por transformar o videoclipe em um campo vasto para a reinvenção do audiovisual; e por fim, um terceiro grupo, que trata o videoclipe como uma forma de audiovisual plena e auto-suficiente, capaz de sintetizar perfeitamente a junção de imagem e som. Este grupo é composto por outro tipo de realizador, músicos que além da composição das suas músicas, ainda se preocupam com toda a concepção visual do seu trabalho.

Por tanto, principalmente os artistas mais ousados, criadores de músicas experimentais que incorporam às suas canções distorções, ruídos e uma sonoridade pouco suportável aos ouvidos mais tradicionais, pensam na sua imagem como um todo. Toda esta geração de músicos passaram a integrar dentro do processo de criação de suas canções a concepção de seus vídeos, não  separando mais  música e imagem, as duas surgem justapostas no processo de criação, visando uma unidade maior ao conceito que o artista quer passar ao seu público

Todo este processo  tem origem na performance de uma banda e  possibilita expandir a visibilidade da mesma. E é no terceiro grupo citado por Machado, que se concentra o ápice da produção videoclíptica e onde se insere um dos mais respeitados, criativos e bizarros realizadores do género, o inglês Chris Cunningham.

Chris Cunningham

 

Spike Jonze

Spike Jonze nasceu em Rockville, Maryland – 22 de Outubro de 1969. E é umdirector de vídeos, assim como produtor e director de filmes estadunidense.

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